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07/12/2015 - 16h08

Terras de ninguém III

Duciran Farena
Duciran Farena

			
Segunda, 07 de Dezembro de 2015 - 16h08
Terras de ninguém III

Retomamos hoje, após longo intervalo, nossa aclamada série, estilo National Geographic, dedicada a mostrar aqueles fins-de mundo onde ninguém gostaria de estar, nos quais brutamontes tiranizam uma população bestializada. Confesso que quando soube que um caçador americano havia matado Cecil, o leão símbolo do Zimbabue, eu quis acreditar na indignação das autoridades.

Disseram que o caçador, que tinha pago 55 mil dólares por uma licença, havia sorrateiramente atraído o leão para fora da reserva para abatê-lo e que iriam pedir a extradição do responsável. Ah, bom, pensei, ao menos ele vai ficar como nosso ex-presidente da CBF, o Del Nero, punido com o impedimento de viajar ao exterior, e se quiser matar um outro leão, terá que ser no zoológico de Minnesota. Mas o pedido de extradição nunca veio. Pelo contrário, outro caçador matou o elefante símbolo do Zimbabue.

Teria sido outra armadilha? Mas depois que Eike Batista aterrou a cachoeira símbolo do Zimbabue, Blairo Maggi desmatou a floresta símbolo para plantar soja, e o Bispo Macedo arrasou o patrimônio histórico do Zimbabue para construir uma réplica da Pirâmide de Queops, me convenci de que os caras gostam disso. Qualquer espelhinho, e você pode fazer o que quiser no Zimbabue. Também, o que se esperar de um lugar governado por um tal Mugabe, que fica vendo tudo pendurado num galho, arreganhando os dentes e batendo palmas de satisfação enquanto brancos colonialistas disparam contra tudo que se move? Pelamordideus.


Ah, esqueci de dizer que Joaquim Levy também andou por lá e detonou a moeda nacional, deixando uma inflação de 1.000% ao mês. De volta à civilização, ao Brasil, aqui somos diferentes. É verdade que afundou, levando muito dinheiro público, a empresa símbolo do pré-sal, a OGX de Eike Batista.

E a empresa-símbolo de nossa soberania, a Petrobrás, foi abatida a tiros. Mas parou por aí! Não vamos deixar que acabem com tudo, como naquelas terras de ninguém. À custa de muita pedalada fiscal, nossa presidenta, Dilma, enquanto se mira num espelhinho, está impedindo que afunde também nossa empresa símbolo da reserva de mercado nacional, a Sete Brasil, criada para construir as sondas do pré-sal, que já torrou uma grana preta e ainda não produziu nada.

Também não vamos deixar que alvejem nosso deputado-símbolo, nosso leão de juba prateada, Eduardo Cunha. Nem a construtora símbolo do Brasil Grande, a Odebrecht. Ambos são insubstituíveis, não havendo quem simbolize tão bem a nação mais profunda, e devem ser zelosamente protegidos de caçadores de capa preta em uma reserva de impunidade. Podem até abater um ou outro Severino ou Inocêncio, um Delcídio ou uma Delta, que vivem de carniça e não se respeitam. Mas com os símbolos nacionais ninguém mexe.

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